quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Medicamento similar deve passar por testes de equivalência, propõe Anvisa

16/01/2014 11h30 - Atualizado em 16/01/2014 11h50

Medida foi anunciada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (16).
Similar é medicamento que busca mesmo efeito do de referência.
Priscilla MendesDo G1, em Brasília



















Modelo apresentado pelo Ministério da Saúde para
ilustrar como será a embalagem do medicamento
similar (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira (16) proposta para que todos os medicamentos similares passem, até o final deste ano, por testes que comprovem a equivalência aos chamados medicamentos de referência. Um rémedio de referência também é conhecido como "de marca" ou "inovador", que foi primeiramente lançado no mercado. O similar é o medicamento produzido depois, que pretende ter os mesmos efeitos.
De acordo com o Ministério da Saúde, os medicamentos similares já existiam antes dos genéricos e não passavam pelos mesmos testes para atestar que tinha os mesmos efeitos do remédio de referência. Agora os similares terão que ser submetidos aos mesmos procedimentos que os genéricos.

Com a medida anunciada nesta quinta, o consumidor poderá usar a mesma prescrição médica que atualmente o permite optar entre o medicamento de referência e o genérico. O similar, portanto, passará a ser a terceira opção do consumidor.
A Anvisa lançará nesta sexta-feira (17) consulta pública de 30 dias para ouvir o setor farmacêutico, a sociedade e os órgão de defesa do consumidor.
Após esse prazo, uma resolução será publicada determinando que, até o final de 2014, os medicamentos similares deverão passar por três testes que comprovem o mesmo comportamento no organismo e as mesmas características de qualidade do medicamento de referência. Esses procedimentos são de bioisenção, equivalência farmacêutica e biodisponibilidade relativa / bioequivalência. Os testes deverão ser aprovados pela agência.

Os genéricos já passam por esses mesmos testes antes de serem colocados no mercado e, assim como o similar, pode ser considerado uma “cópia” do medicamento de referência, segundo informou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. A diferença é que os similares possuem nome comercial ou marca, enquanto o genérico possui a denominação genérica do princípio ativo, não possuindo nome comercial.

Os similares, após aprovados nos testes, passarão a ser chamados de medicamentos “equivalentes” e receberão em sua embalagem uma faixa amarela com o símbolo “EQ”, semelhante a dos remédios genéricos.
“O símbolo vai ajudar os consumidores e os médicos a saberem que aquele produto tem comprovação de equivalência e têm a exata mesma função terapêutica que os medicamentos de referência”, explicou o diretor da Anvisa.
A expectativa do Ministério da Saúde é de que até o final de 2014, todos os medicamentos similares sejam tecnicamente iguais aos produtos de referência.
“Estamos estendendo as mesmas exigências de qualidade que foram estabelecidas pelos genéricos. A partir do final de 2014, nenhum medicamento similar que não tenha os teste de equivalência não poderão ser comercializado no país”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Redução de preços
O Ministério da Saúde espera redução do preço dos medicamentos equivalentes, que, assim como os genéricos, serão obrigados a registrarem valor 35% mais barato que os produtos de referência.
“Quando existir o medicamento equivalente, ele também vai ser obrigado a ter um registro de preço 35% menor que o medicamento de marca. Mas para o consumidor esse preço poderá ser ainda menor porque vai ter disputa, concorrência”, disse Padilha.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Redes de farmácias terão 61% do mercado em quatro anos, segundo associação


Cinco anos atrás, as independentes dominavam o mercado, com 55% de participação

Agência Estado | 16/09/2013 

A participação de mercado das grandes redes de farmácias na venda de medicamentos e outros produtos como itens de higiene e beleza vem crescendo enquanto varejistas independentes perdem espaço. A conclusão é de estudo da IMS Distribution Studies divulgado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

De acordo com a pesquisa, as farmácias geridas por grandes grupos devem deter 61% do volume total do mercado em quatro anos. O varejo farmacêutico é conhecido por sua fragmentação, mas movimentos de fusão e aquisição permitiram o surgimento de gigantes como a Raia Drogasil, a Brasil Pharma e a DPSP, fruto da união das Drogarias Pacheco e São Paulo.

Atualmente, estima-se que haja 68,2 mil farmácias em território nacional
Segundo o IMS, em 2012 a participação das grandes nas vendas era de 50% ante 47% das farmácias pequenas, independentes. Cinco anos atrás, os independentes dominavam o mercado, com 55% de participação.

No período, a representatividade dos supermercados nestes segmentos permaneceu estável, em 3%. Além dos grandes grupos nacionais, o Brasil teve a entrada da americana CVS Caremark. Em fevereiro, ela anunciou a compra da brasileira Drogarias Onofre.

"Além da consolidação das grandes redes e da inserção de grupos estrangeiros, as próprias independentes iniciaram um processo de expansão", diz, em nota,  o presidente da Abrafarma, Sergio Mena Barreto.

Segundo ele, a alta na renda da população brasileira mudou o perfil do consumidor e estimulou a abertura de novos pontos de venda, favorecendo as marcas com maior representatividade geográfica e fôlego financeiro. Atualmente, estima-se que haja 68,2 mil farmácias em território nacional, das quais 9,5 m

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Falta juiz na Justiça do Trabalho

A Justiça do Trabalho na Bahia tem uma carência de 10 magistrados. A informação é da presidente da Associação dos Magistrados Trabalhistas da Bahia, Andrea Presas. A possibilidade de preenchimento destas vagas é remota, depois do anúncio, na semana passada, da reprovação de todos os 61 inscritos na terceira etapa do concurso, anunciada na semana passada. Na última sexta, encerrou a fase de recursos. Informações extra-oficiais apontam para a apresentação de pelo menos dois recursos por parte de candidatos reprovados.
Segundo nota da assessoria do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, o resultado destes recursos será lido amanhã. “A 3ª etapa do concurso consistia em uma prova de sentença, e um total de 61 candidatos, classificados nas etapas anteriores, participaram dela, mas não conseguiram alcançar a nota mínima, que era 6 (as maiores notas apuradas chegaram a cinco). A comissão encarregada desta etapa foi formada pelo desembargador Edilton Meireles, pela juíza do Trabalho Ana Paola Diniz e pelo advogado Nizan Gurgel”, informa o documento. Somente depois da análise dos recursos o TRT-5 vai decidir se pedirá remoção de algum magistrado ou promoverá novo concurso.
Andrea Presas preferiu não comentar a prova de redação que eliminou todos os 61 participantes, por não conhecer o seu teor. Por outro lado, destacou que é comum em concursos para juiz do trabalho. “Já aconteceu de não ter aprovados em Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Na Bahia já houve concurso com um aprovado, mas com nenhum é a primeira vez”, disse. Para a magistrada, em seleções deste tipo “seu principal concorrente é você mesmo”.
O concurso oferecia 9 vagas, com salário-base de R$14 mil,  e teve no total, cerca de 2,6 mil inscritos. Durante este ano, mais um magistrado vai se aposentar. Ao todo o concurso teria cinco fazes, onde as duas primeiras foram eliminatórias. Em dezembro de 2012 foi realizada a primeira, onde apenas 300 candidatos conseguiram avançar para a segunda fase. Já na segunda, apenas 61 restaram  dos inscritos. O que surpreendeu a todos foi que nenhum conseguiu passar da terceira fase do concurso.
Uma prova de redação em que era necessário escrever uma sentença sobre prazos processuais e incorporação de gratificações era o que os candidatos precisavam para passar para a próxima etapa do concurso. Mas dos 61 que restaram da segunda etapa, nenhum deles conseguiram conseguir nota mínima exigida, seis pontos. Ninguém conseguiu mais que cinco pontos.
Um dos reprovados, o advogado Danilo Gaspar alegou ao site do jornal O Globo que a prova estava muito difícil. “Só pode ser feita à mão, em um prazo de quatro horas. Isso dificulta bastante a elaboração da prova. Então, muitas vezes não dá para conseguir colocar em prática, colocar no papel, efetivamente, tudo aquilo que você sabe, tudo aquilo que você quer” justificou. Mas, de acordo com Taíse Bandeira - presidente da Comissão de Concursos da Ordem dos Advogados do Brasil da Bahia (OAB-BA) - a prova estava formalmente bem elaborada.
“Os candidatos não conseguiram identificar pontos básicos e fundamentais para a questão. Prescrição de créditos trabalhistas, por exemplo.” explicou. Ainda de acordo com Taíse a OAB teve um representante na comissão que elaborou e corrigiu a prova. Sendo assim “a OAB entende que estaria ali alguém compatível com o nível dos candidatos”.

domingo, 14 de julho de 2013

CARREIRA & EVENTOS

ESPM e Sindusfarma lançam pós-graduação em Gestão de Negócios para o Mercado Farmacêutico
A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em parceria com o Sindusfarma, acaba de lançar o curso de pós-graduação em Gestão de Negócios com Ênfase no Mercado Farmacêutico. A primeira turma terá início no dia 8 de agosto com aulas semanas às quintas-feiras e uma aula mensal ao sábado.
Profissionais de empresas associadas ao Sindusfarma têm desconto no valor do curso e forma de pagamento diferenciada.
A pós-graduação, com 4 semestres de duração, tem por objetivo desenvolver gestores para atuarem no mercado farmacêutico, que se encontra em constante mudança e cada vez mais competitivo, oferecendo ferramentas para análise, planejamento, implementação e controle das estratégias empresariais.
A pós-graduação é voltada à profissionais graduados em diversas áreas do conhecimento, atuando em qualquer área da empresa e que desejam se especializar ou adquirir novas competências na área de Gestão de Negócios com ênfase no Mercado Farmacêutico.
Disciplinas
Algumas das disciplinas do programa são: Marketing, Gestão de Operações, Fundamentos da Gestão Financeira, Técnicas de Negociação entre outras (veja grade completa abaixo).
As inscrições para a pós-graduação estão abertas e podem ser feitas até o dia 19 de julho pelo site da ESPM. As turmas devem possuir o mínimo de 30 alunos e o máximo de 40.
Mais informações e esclarecimentos com Bárbara Izidoro pelo telefone (11) 3897-9779 ou pelo e-mail barbara@sindusfarma.org.br

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Brazil Pharma tem lucro líquido de R$7,6 milhões no terceiro trimestre


Em termos ajustados, descontando o efeito de itens não recorrentes e amortização de intangíveis, o lucro líquido totalizou R$26,9 milhões, crescimento de 12,4%
Reuters | 13/11

A Brazil Pharma, holding de farmácias do banco BTG Pactual, teve lucro líquido de 7,6 milhões de reais no terceiro trimestre, abaixo do resultado proforma de 14,1 milhões de reais um ano antes, informou a empresa.
Em termos ajustados, descontando o efeito de itens não recorrentes e amortização de intangíveis, o lucro líquido totalizou 26,9 milhões de reais, 12,4 por cento acima dos 23,9 milhões de reais apurados um ano antes, também em base proforma.
A receita bruta totalizou 804 milhões de reais no terceiro trimestre, alta de 19,4 por cento sobre um ano antes, ajudada pelo crescimento da base de lojas da empresa e pelo crescimento das vendas no conceito mesmas lojas.
O lucro antes juros impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou 38,9 milhões de reais, pouco acima dos 38,1 milhões de reais registrados no mesmo intervalo de 2011

IG - 13/11/2012